sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Quatro estrofes de laivo

Um gole de ti
me escorreu da boca,
até que eu me lambi das sobras
e me enfiei nos bolsos.

Da janela estilhacei o céu
pra esperar mais um pouco,
até que eu me atirasse do mundo
e me socorresse dos quartos.

Um desacostume de deixar pra depois
me foi concedido no silêncio
até que eu te disse, aos berros
algo sobre gaguejos.

Tenho um bocado de indícios
dentro de mim (agora sussurros, pretextos)
e acho que na ponta da língua
ficou o gosto do teu nome.

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