quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Velhicidade

Eu nem penso mais nada desse mundo.
Eu que tenho meu mundo
Nem penso nada.
Os bêbados-zumbis matinais,
Nem me intrigam mais,
Eu que já fiquei bêbada de intriga
Quem diria!
O viver pela janela do quarto de tão ordinário
Me arrasta pra fora aflito, tímido
Essas doses de realidade,
Misturadas com as de imaginação,
Por todos esses dias de verdade
Me deixam surrada.
Eu que tento ser mil, verosímil
Que me bordo viril
Me levem já desse covil!
Minhas palavras fogem de mim.
Meu dizer se tornou arrastado.
Essa velhice do viver pela janela tem me afetado.
Garçon, outra dose de fantasia, por favor!

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